02 agosto 2009

Já tive mulheres...

Vim passar este fim-de-semana em casa, e como tal, um fim-de-semana dedicado exclusivamente a estupidificar.

Passar os dias deitada na cama, enrolada em mantas (aqui está fresquinho) e a ver filmes de grande qualidade nos canais portugueses é sem dúvida um dos meus programas preferidos para matar as células cerebrais aos poucos…. O incremento de baba que me sai quando vejo alguma avó a receber dinheiro porque tem não sei quantos netos, deve ser resultado disso…

Continuo a não perceber porque raio é que as avós ganham o dinheiro se não são elas que tiveram o grande e difícil trabalho de procriar e parir crianças com ombros…. Mas isso é assunto para outra madrugada….

Arranjo desculpas de dores de cabeça devido aos gritos e berros das criaturas do Demo que se apelidam de meus sobrinhos, e por isso faço sestas atrás de sestas entres livros da turma da Mónica e os apanhados da TVI… sim… os meus dias de descanso são tristes….inúteis e tristes….

Mas com muito pouca vontade de terminar esta letargia que era o meu sábado, resolvi aceitar o convite da minha sobrinha… aquela que grita mais… e ir ver o grande senhor Martinho da Vila.

Até à última hora não me apetecia levantar o cú da sesta… “está frio… é para estar em pé… há pessoas a suar… é de graça…. Não quero ver gente… ai ai ai”…. Entre muitas outras desculpas para não ir…

Mas como ninguém insistiu e pediu insistentemente a minha presença, acabei por ir.

Lá fui vestir-me e aperaltar-me para o espectáculo que como era no meio da estrada, com barracas de farturas e de graça para o povo, deveria ter um nível fabuloso.

Primeiramente surgiram-me questões do estado da carreira do senhor para aceitar vir dar um concerto num palco feito de paletes, no meio duma avenida, com o povo em surdina e a receber apenas uma sandes de courato… afinal do estádio do Maracanã para Vila Nova de Santo-André é uma descida a pique…

Os portugueses estavam como o homem os cantava… devagar, devagarinho… parados… paradinhos. Não se mexiam, não dançavam... foram pela velha postura do “É de graça não perco por nada”…. Mas não faziam a mínima ideia de quem era o grande Martinho.

Os brasileiros, sendo a grande massa presente no local, agitavam bandeiras, sambavam, cantavam…. Faziam o Martinho sentir-se em casa.

O senhor… já de idade avançada… fazia intervalos entre cada música e punha os companheiros de banda (supostamente tudo família) a cantar… Cantou muitas vezes sentado e diga-se de deixou grandes músicas de fora… grandes sucessos que ficaram para outra vez.

Mas a voz… a voz estava lá em toda a pujança e segurança… Grande Martinho da Vila… Grande Homem e Senhor…

E desta noite de cultura o que é que fica?....

Terem-me perguntado de quantos meses estava…

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