09 março 2007

sono studente portoghese

Agora sim começou! Já estou na Universidade, já estou no campus, já sou uma erasmus student e não apenas uma turista que vive em aeroportos.
Os rapazes que me foram buscar, 2 italianos e 1 espanhol (também de Erasmus) levaram-me para a casa duma amiga deles, porque como cheguei tarde, os serviços rezidenciais já estavam fechados e eles não tinham chave e nem sabiam qual era a minha casa. Assim desabrigada fui levada para o Bloco 9, apartamento 5. Chegamos por volta das 18h, a tal amiga, Sophia, foi muito atenciosa quando me recebeu, e para meu espanto e alegria falavam todos inglês. Estava tão cansada que só queria mesmo um banho e uma cama. Assim, lá dormi que nem uma porca, na cama da Verónica, uma rapariga espanhola que estava a passear por Florença.
No dia seguinte, pelas 10h, o Marco, rapaz italiano responsável pelos erasmus foi-me buscar a casa para começarmos a tratar de toda a papelada. Lá fomos ao Centro residenzial, e depois de esperar uma catrefada de tempo para sermos atendidos, porque como diz o Marco, eles aqui trabalham sob o lema de "podes deixar para amanhã o que devias fazer hoje", e sobretudo rejem-se pela biblia do "devagar, devagarinho". Lá fui atendida, fizeram-me o cartão para a Mensa (cantina), porque cada vez que quizer ir comer tenho que levar o cartanito para passar o codigo de barras. E quando foi para me atribuir uma casa, qual foi o nosso espanto quando disseram que iria ficar no 9/5, no quarto com uma Chinesa. Grande pontaria, afinal tinha dormido na minha casa e não sabia. Assim não tinha que andar a carregar a farrusca de um lado para o outro, e as pessoas parecem porreirinhas, além de que o meu maior pesadelo não se realizou e não fui morar para os confins da montanha, que isto ter que escalar o monte para ir para casa todos os dias não era agradável para o meu joelho, já tava mesmo a imaginar a cena, sair até saía, descia a rebolar, agora voltar... ficava albergada na casa de alguém, acho que arranjava um moçinho só para o efeito, a única condição seria morar nos primeiros apartamentos, de resto podia ser feio, porco e mau que eu não me importava!!
Felizmente fiquei a morar a meio da montanha, onde está tudo, a Mensa, o centro residencial, mesmo na base do mundo, porque os que moram em baixo têm que subir e os que moram em cima têm que descer, eu fiquei no meio que é onde está a virtude, obviamente.
A casinha é bem porreira. É um apartamento para 6 pessoas, tem 3 quartos duplos e 3 casas de banho, que até têm um tamanho razoável, a sala é grandinha, a cozinha é uma kitchenet mas dá bem para o efeito, a varanda é do tamanho da casa e corresponde ao tecto da casa de baixo, tal como a nossa casa fica por baixo da varanda da casa de cima. Assim, as casinhas são todas em escadinha pela montanha abaixo, fofas, fofas!!
As minha companheiras de casa são bem porreiras, acho que tive muita sorte. No meu quarto está a Ying, ou Maria para os Italianos, é Chinesa e estuda farmácia; no quarto ao lado está a Sophia, Italiana de Turismo e a Verónica, Espanhola de farmácia; no último quarto está a Consiglia e a Maria Teresa, ambas Italianas e de Economia.
São todas impecáveis, acho que tive muita sorte com as companheiras de casa.
A Consiglia e a Maria Teresa só falam mesmo italiano, então quando conversamos é uma tarefa bem complicada, mas são muito simpáticas. A Vero é um amor, super simpática e acessível, mas está pouco em casa porque está sempre na casa do namorado Paco que também está cá. A Ying é super querida, muito atenciosa, costuma ser a minha companheira na Mensa, vou comer sempre com os Chineses, são muito simpáticos e interessados por tudo e falamos sempre em inglês, que nem eles nem eu nos damos muito bem com o italiano. Gosto muito de tar no quarto com ela, super sossegada e percebe de informática o que me dá um geitão! LOL. A Sophia é aquela com quem me dou mais, porque costumo sair com ela e com o seu grupo, gosta de cozinhar e de passear e é a minha professora particular de Italiano.
Seguindo os conselhos da minha avozita, já sou amiga do senhor da cantina o que dá uma geitão do caraças!! A comida aqui não presta, mas as pessoas são do melhor, acho que é mesmo o melhor deste país, as pessoas simpatiquíssimas e super atenciosas, mesmo não te percebendo, claro que há sempre aqueles que deviam ter uma overdose nos olhos, mas isso há em todo o lado, né?
Agora os próximos passos é tentar perceber como funciona esta país, que é tudo tão diferente e estranho, tratar das cadeiras, afinal foi isso que vim aqui fazer, passear muito e fazer amigos, piú amicos!!

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